14 de novembro de 2008
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Presidente do COI Quer Combater Obesidade entre os Jovens no Mundo


Presidente do COI Quer Combater Obesidade entre os Jovens no Mundo

Por Cíntia Salomão
14 de novembro de 2008

O atual presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rodge, elegeu a luta contra a obesidade como uma das principais metas da entidade. Rodge, candidato à reeleição em 2009, declarou recentemente que “o doping e a obesidade são os principais inimigos do esporte no mundo” e que “derrotá-los é prioridade do COI”.

Ele ainda conclamou os comitês, os governos e as federações esportivas de todos os países a combaterem a falta de atividade física por parte dos jovens.

Com suas declarações, Rodge chama atenção para uma epidemia mundial e uma de suas principais causas: o sedentarismo. Os números sobre a obesidade crescem, seja no Brasil seja no resto do mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 115 milhões de pessoas sofrem de distúrbios relacionados à obesidade nos países em desenvolvimento – geralmente associados a um estilo de vida sedentário.

Juventude Sedentária no Brasil
Dados recentes da Unesco, do IBGE e de entidades médicas mostram que mais da metade dos jovens brasileiros não possui o hábito de praticar atividades físicas. Este ano, uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) mostrou que 66% dos brasileiros entre 18 e 25 anos estão acima do peso e que apenas 38% dos entrevistados praticam atividades físicas.
Além disso, 58% dos entrevistados já tiveram problemas de saúde. Para 27% deles, o problema detectado foi hipertensão.

O incremento da prática de atividade física reduz o índice de doenças e distúrbios relacionados à obesidade, pois o estilo de vida sedentário é reconhecidamente um dos maiores fatores de risco para as doenças cardiovasculares (DCV). Assim como o tabagismo, o sedentarismo contribui para uma série de doenças crônico-degenerativas.

A pesquisa da SBCBM demonstra, ainda, que os gastos com saúde acompanham os níveis de obesidade. Entre consultas e fármacos, uma pessoa com peso considerado normal gasta por ano cerca de R$ 750; um indivíduo com sobrepeso desembolsa cerca de R$ 1.047 anuais; e um obeso mórbido, cerca de R$ 1,8 mil.

Leia mais:
Pesquisa Afirma que 3% da População Brasileira Têm Obesidade Mórbida
http://www.abeso.org.br/reportagens/pesquisa_pop_brasi_obesidade_morbida.htm 


 


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