12 de abril de 2011
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Maior IMC em Adolescentes Aumenta Risco Futuro de Doença Coronariana

Maior IMC em Adolescentes Aumenta Risco Futuro de Doença Coronariana
Dra Maria Edna Melo – responsável científica do site ABESO

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esquisadores israelenses e americanos concluíram, em estudo recente, que um maior Índice de Massa Corporal (IMC) na adolescência, mesmo dentro da faixa de normalidade, é um fator de risco importante para doenças relacionadas à obesidade na vida adulta.

O IMC mais elevado na adolescência aumenta o risco de coronariopatia em 5,4 vezes e, quando presente na vida adulta, aumenta em 6,8 vezes o risco. Os achados são independentes de outros riscos, como história familiar, hábitos de vida etc.

Os cientistas se basearam em estudos anteriores que sugerem que a obesidade nessa faixa etária esteja associada ao desenvolvimento, na vida adulta, de doenças relacionadas ao excesso de peso.

Coronariopatia e Diabetes Tipo 2
Os pesquisadores avaliaram 37.674 adolescentes do sexo masculino, desde a idade de 17 anos, para verificar a ocorrência de coronariopatia e diabetes melito tipo 2 (DM2) na vida adulta dos mesmos. Os participantes do estudo tiveram o IMC calculado regularmente.

Os adolescentes selecionados foram acompanhados durante o tempo médio de 17,4 anos, período no qual 1.173 deles desenvolveram DM2 e 327, doença coronariana.  Apenas o IMC na vida adulta foi associado ao aparecimento de DM2. Já para a ocorrência de coronariopatia, tanto na adolescência quanto na vida adulta o IMC se mostrou contribuinte.

Considerando apenas o aumento de peso, parece que os processos que levam à doença coronariana, particularmente à aterosclerose, são mais graduais do que aqueles que participam do desenvolvimento do DM2.

Fonte: Tirosh A. et al. Adolescent BMI Trajectory and Risk of Diabetes versus Coronary Disease. N Engl J Med. 364:1315-1325. April 7, 2011


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