06 de julho de 2007
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Internações de Pessoas com Sobrepeso e Obesidade Custam Mais

6 de julho de 2007.
Por Flavia Garcia Reis


Estudo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) analisou as hospitalizações de homens e mulheres pelo Sistema Único de Saúde (SUS), relacionando-as com os casos de pacientes com sobrepeso ou obesidade. O objetivo foi comparar os custos destas internações. O trabalho foi assinado pelos doutores Rosely Sichieri, Walmir Coutinho e Siléia do Nascimento.


O grupo fez uma triagem nos dados de 2001 do Sistema de Informações Hospitalares do SUS. Os custos de hospitalização – associados ao sobrepeso/obesidade e às doenças associadas no Brasil – foram estimados utilizando-se os dados das hospitalizações de homens e mulheres de 20 a 60 anos.


Segundo a Dra. Rosely, “o SUS cobre mais de 70% das hospitalizações”. O resultado está publicado nos Cadernos de Saúde Pública, edição de julho de 2007, e mostra que, além dos custos diretos relacionados ao tratamento das doenças, indiretamente há perda na produtividade. Isto devido às altas taxas de morbidade e mortalidade, além de redução da qualidade de vida, devido a rejeições sociais e problemas psicológicos.


A quantidade de internações, no Brasil, associada ao excesso de peso é semelhante à dos países desenvolvidos, sendo 6,8% do total de casos com homens e 9,3% com mulheres. Eles foram equivalentes a 3,02% dos custos totais de hospitalização em homens e a 5,83% em mulheres. Estes números preocupam devido ao aumento da incidência de excesso de peso entre a população brasileira e, principalmente, levando em conta o alto número de doenças crônicas associadas à obesidade – derrame, doenças cardiovasculares e diabetes.


A Dr. Rosely informa que “o custo direto total do sobrepeso/obesidade foi estimado pela soma do risco atribuível à população para cada morbidade, multiplicada pelo valor de reembolso de cada morbidade”.


“Concluímos que o excesso de peso, no Brasil, tem um impacto nas hospitalizações e nos custos similar ao observado em países desenvolvidos. O agravante é que, sendo a transição nutricional um processo em andamento no Brasil, o sobrepeso teve maior impacto nos custos do que a obesidade. E não incluímos os maiores de 60 anos, ou seja, os custos serão crescentes em futuro próximo”, conclui.


 


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