27 de fevereiro de 2009
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Estudo Conclui que Filhos de Mães Obesas Têm Mais Doenças Congênitas

Por Beth Santos


Estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) conclui que mães obesas têm o dobro de chances de ter bebês com problemas na formação da medula espinhal e outras doenças congênitas, como as de coração, fissura palatina e hidrocefalia.


De um total de 1944 estudos já publicados sobre o assunto, utilizados como fontes, os autores do artigo do JAMA (Maternal Overweight and Obesity and the Risk of Congenital Anomalies: a Systematic Review and Meta-analysis) basearam-se em 39 deles para chegar a essas conclusões. Segundo uma das autoras do estudo do JAMA, Judith Rankin, o trabalho estabeleceu como obesas mulheres com IMC acima de 30.


Segundo os autores do trabalho, haveria três possíveis explicações para a relação entre obesidade materna e doenças congênitas:


– testes de ultrassonografia podem não ser tão precisos em mulheres obesas, podendo não detectar doenças tão bem quanto em mulheres magras.
– a obesidade está ligada ao diabetes tipo 2, fator de risco para problemas do sistema nervoso central e para o coração do bebê.
– a obesidade está ligada à deficiência nutricional, particularmente ao baixo nível de folato. Sabe-se que mulheres em idade reprodutiva devem tomar suplementos de ácido fólico para prevenir espinha bífida. Especialistas dizem, no entanto, que a medida pode não ser suficiente no caso de mulheres obesas.


Especialista Comenta


Ao comentar o estudo publicado no JAMA, o presidente da ABESO, Dr. Marcio Mancini, afirmou que a “a obesidade leva a um risco de abortamento maior do que em mulheres de peso normal e um risco maior de mal formações, de neonatos com baixo peso e com peso elevado também”. Além disso, segundo o endocrinologista, “as mulheres submetidas a cirurgia bariátrica que não tomam suplementos vitamínico-minerais regularmente também têm um risco maior de nascimento de crianças com defeitos do tubo neural”.


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